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segunda-feira, 11 de maio de 2015

És o Meu Destino, Lesley Pearse - Opinião

Sinopse: 1938.
A Nova Zelândia é um país belo e tranquilo. Um paraíso de onde Mariette, filha de Belle e de Étienne, só pensa em fugir. Cansada da tacanhez da pequena cidade onde vive, ela está disposta a embarcar para a Europa mesmo sabendo que essa viagem poderá ser-lhe fatal. O mundo prepara-se para a guerra, mas, para a irreverente Mariette, ficar é uma alternativa bem pior.

Chegada a Londres, a jovem depressa se deixa encantar pelas suas tentações e esquece o breve vislumbre que teve do amor. Londres é tudo aquilo com que sempre sonhou. Mas a noite do seu vigésimo-primeiro aniversário vai mudar tudo. Os violentos bombardeamentos nazis transformam a cidade mais vibrante da Europa num pesadelo de terror, devastação e morte.

Pela primeira vez, ela sente o peso esmagador da solidão. É dos escombros da guerra, porém, que emergirá uma nova Mariette. A adolescente egoísta dá lugar a uma mulher forte, madura e abnegada que está disposta a tudo - até a morrer – para ajudar os mais desprotegidos. E é no seu momento mais vulnerável que o amor lhe bate à porta.
Um amor tão inquieto e desesperado quanto o mundo que a rodeia.

Opinião: "És o Meu Destino" é o 3º livro da saga "Belle". Nele descobrimos a vida pacífica de Belle e Étienne sem nunca esquecer quem eles são e de que fibra são feitos. Voltamos a cruzar-nos com Mog, a avó adorada dos filhos do casal, e até com Noah e Lisette, cuja vida em Londres os afasta do casal mas que em nada muda a amizade intemporal entre eles. Nenhum dos casais esqueceu o que passou e o que significaram, e ainda significam, uns para os outros.

Foi maravilhoso voltar a encontrar todos estes personagens que tão bem conhecemos, com as vidas difíceis que tiveram e hoje com vidas calmas... mas a 2ª guerra mundial vai virar de cabeça para baixo estas vidas pacíficas e tirar muito mais do que dar...

A protagonista da história é Mariette, a egoísta filha de Belle e Étienne, que não está feliz na pequenez da vida que leva nem na calmaria de uma cidade onde nada acontece. Acompanhamos esta menina que só pensa nela, embora ame a família, mas que tem de sair de onde vive. A centelha de rebeldia dos pais, do bom coração da mãe e da força do pai, brilha nela com intensidade mas encandeia-a de tal forma que não consegue ver a sorte que tem. É mandada para Londres para viver com os "tios" Noah e Lisette e tem a sorte de ter com eles uma vida onde é amada e onde até ganhou uma "irmã", a filha deles, Rose, que se tornou uma grande amiga de Mariette. Mas a filha de Belle e Étienne tem de arranjar algo em que possa trabalhar e também que lhe dê forma de justificar a permanência na capital inglesa, ingressando assim num curso de secretariado. Se, no início, esta rapariga era algo irritante, depressa nos apercebemos que a história será muito melhor do que prevíamos.

Ao contrário do esperado, Mariette é um grande trabalhadora, incansável no seu lugar na fábrica e também com a ajuda que dá em casa, algo que nunca quis fazer na Nova Zelândia. Ali, ela quer que gostem dela e que não a mandem embora mas, aos poucos, vai percebendo o tanto que tinha em casa e aquilo a que nunca deu valor. Acompanhamos esta menina a tornar-se mulher e a mostrar o melhor de si enquanto a humanidade mostra o seu pior... com o rebentar de uma nova guerra.

Mariette vai ser uma protagonista incansável no esforço da guerra, do outro lado da trincheira, aquele em que se tenta sobreviver e ajudar os outros. De egoísta, Mari torna-se uma guerreira, sofrendo perdas inimagináveis mas sem nunca pensar em deixar de ajudar os outros. É incrível o relato de Lesley Pearse sobre como a guerra afecta a população, um lado que é poucas vezes tão bem detalhado.

Há romance nesta história mas há também muitas trapalhadas, avanços forçados, casamentos marcados, tragédias... para sobreviver a tudo isto só mesmo um amor verdadeiro e Mariette poderá encontrá-lo no local mais improvável.

Este livro tem a força de "Sonhos Proibidos", destacando-se o egoísmo de uma menina que a guerra torna uma grande mulher. Mariette, a filha de Belle e Étienne não poderia ser diferente, tem a força e a coragem da mãe e a intrepidez e resistência do pai. É uma maravilhosa história de uma guerreira que não sabia que o era.

Acredito que vamos ter mais histórias desta saga, há tanto por contar!

4,5*

segunda-feira, 30 de março de 2015

Shadowfell, Juliet Marillier - Opinião

Sinopse: Na terra de Alban, onde o jugo tirânico de Keldec reduziu o mundo a cinzas e terror, a esperança tem um nome que só os mais corajosos se atrevem a murmurar: Shadowfell. Diz a lenda que aí se refugia uma força rebelde que lutará para libertar o povo das trevas e da opressão. E é para lá que se dirige Neryn, uma jovem de dezasseis anos que detém um perigoso Dom Iluminado: o poder de comunicar com os Boa Gente e com as criaturas que vivem nas profundezas do Outro Mundo. Será Neryn forçada a fazer esta perigosa viagem sozinha? Ou deverá antes confiar na ajuda de um misterioso desconhecido cujos verdadeiros desígnios permanecem por esclarecer? Perseguida por um império decidido a esmagá-la e sem saber em quem pode confiar, Neryn acabará por descobrir que a sua viagem é um teste e que a chave para a salvação do reino de Alban pode estar nas suas próprias mãos.

Opinião: "Shadowfell" é o 1º livro da trilogia com o mesmo nome. Juliet Marillier volta a encantar com mais uma saga mágica, cheia de ternura, garra, força interior, pessoas pessoas intrinsecamente boas e pessoas sedentas de poder que não têm quem as pare...

O mundo de Shadowfell é um mundo mágico, com a força da terra e dos seres que nela habitam. Neryn e Flint terão de fazer uma caminhada rumo à única coisa que ainda pode salvar o reino... mas, mesmo que o consigam, demorarão semanas, senão anos, e terão ambos de passar por duras provas.

A 1ª parte da trilogia dá-nos a conhecer uma Neryn em dificuldades, com um pai que nem sempre foi o melhor para ela. É uma jovem que, desde cedo, teve de aprender a defender-se para sobreviver, não só a defender-se a ela mas também a defender o próprio pai. O dia em que ele aposta a filha ao jogo vai ser um dia muito duro para Neryn mas marcará também a viragem na vida desta rapariga que é muito mais do que parece.

Flint surge a Neryn, ajudando-a e salvando-a da morte... ou será que isso foi apenas para enganá-la e levá-la direitinha aos crués reis de Alban? Estes tiranos pretendem acabar de vez com quem quer que possa saber ou fazer algo para o seu reinado terminar e a sombra de Alban desaparecer de vez.

Neryn descobre o sonho chamado "Shadowfell", um lugar de refúgio e onde se erguem os rebeldes que planeiam destruir o jugo de Keldec. É para lá que ela se dirige, encontrando ao longo do caminho muitas provações e ajudantes que se tornam amigos ou inimigos vestidos de ajudantes. No entanto, Neryn descobre que conseguir chegar a "Shadowfell" é apenas o 1º passo para o papel que se espera que ela desempenhe, Enquanto isso, do lado dos Boa Gente também se desencadeiam pequenas guerras entre os apoiantes de Neryn e aqueles que não acreditam nela, o que não é surpreendente uma vez que foram humanos que atiraram estes seres para as profundezas sob pena de exterminá-los se os encontrarem.

Adorei Neryn, Flint, os ajudantes de Neryn e perceber todo o terror que se vive numa terra em que o vizinho nos pode denunciar e em que podemos ser executados apenas pelos dons que temos. Para sobreviver, só alguém com a garra e coragem de Neryn... e o mundo precisa que ela sobreviva.

Uma leitura fantástica, um feliz regresso ao mundo de Juliet Marillier e aos Boa Gente, um livro que aconselho a todos os que gostam da autora e da magia dos mundos que ela cria.

4,5*

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Segredo do Meu Marido, Liane Moriarty - Opinião

Sinopse: A carta do marido dizia:
“Para ler apenas após a minha morte.”

Mas ele estava vivo. E escondia um segredo aterrador.
Cecilia encontrou a carta acidentalmente. Na penumbra do sótão, soube de imediato que não devia lê-la. Que devia devolvê-la ao seu esconderijo, fingir nunca a ter encontrado e respeitar a vontade do marido. Afinal amava John-Paul. Juntos, tinham três filhos e uma vida sem sobressaltos. Argumentos que de pouco serviram perante a sua curiosidade crescente. E quando começou a ler, o tempo parou.

A confissão de John-Paul fulminou-a como um raio, dividindo a sua vida em dois: o antes e o depois da carta. Cecilia vai ficar agora perante uma escolha impossível.

Se o segredo do seu marido for revelado, tudo o que construíram será destruído. Mas o silêncio terá um efeito igualmente devastador. Porque há segredos com os quais não se pode viver…

Opinião: Um livro que fala de segredos do passado e de como podem destruir as pessoas... mas também de como estes podem libertar aqueles que só querem saber o que aconteceu para, pelo menos, voltarem a ter um pouco de paz.

A história é um pouco confusa, com flashbacks, com histórias de várias personagens e com algumas perguntas que não chegam a ser respondidas... É uma história que mostra uma família a desmembrar-se e um segredo a corroer duas famílias. Mostra ainda pessoas tão egoístas que não só realizaram actos horríveis no passado como no presente ainda querem culpar outra pessoa por esta ter ficado a saber cedo demais.

Liane Moriarty tem uma escrita interessante mas isso não chega para despertar da confusão desta história ainda que a mesma tenha o mérito de nos dar um murro no estômago, fazer engolir em seco e pensar "que segredo!"

O que mais gostei neste livro foi a parte final, do "e se...". Um livro a ler mas sem expectativas que seja um livro extraordinário, ainda que seja intenso e nos faça sofrer com a protagonista.
3,5*

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Curiosidades das minhas leituras deste ano

Sabem o que descobri hoje? Este ano ainda só li livros de autoras... nenhum autor entrou no meu repertório anual... será que o Ken Follett ou o Daniel Silva ainda se conseguem insinuar até ao final do ano?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins - Opinião

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Opinião: Um livro que é muito mais do que a sinopse faz pensar. Um livro romântico, leve, cheio de amizade e laços fortes, laços que se conquistam com o tempo, com a partilha, com o estar lá para o outro, não é algo que acontece de um dia para o outro.

"Anna e o Beijo Francês" foi um livro que me surpreendeu muito pela positiva, é um YA muito bem escrito, com a magia a pairar em cada página e com a cidade de Paris como pano de fundo, o que só pode tornar a história ainda melhor.

Com uma linguagem simples, franca mas também cuidada, Stephanie Perkins traz-nos as delícias do amor, aquele que queremos que seja para sempre.

Anna é mais forte do que aparenta mas numa escola em que não conhece ninguém, e em que até a língua lhe é estranha, vale-lhe ser bem recebida por uma rapariga que se tornará a sua melhor amiga e pelo seu grupo que a faz sentir-se integrada quase desde o primeiro dia.

Étienne é o herói romântico, amigo, franco e também com um pai que o fez sofrer. Juntos vão descobrir a alegria de estar nos braços um do outro... ou ter de esconder o que sentem para que Anna não perca a maior amiga que tem na cidade luz...

Um livro doce, fresco, com a fragrância de Paris e a ternura do primeiro amor.
4*

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Casado até Quarta, Catherine Bybee - Opinião

Sinopse: Blake Harrison: Rico, de boas famílias, encantador… e a precisar de uma mulher que se case com ele até quarta-feira. Blake pede ajuda a Sam, que afinal não é o homem de negócios que ele pensava. Pelo contrário, Blake depara com Samantha Elliot, uma mulher linda e arrojada com uma voz de fazer perder a cabeça.

Samantha Elliot:
Dona de uma agência matrimonial, ela própria não está disponível para o casamento… quer dizer, até Blake lhe oferecer dez milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele e, além disso, o dinheiro vai ajudar imenso nas contas do médico da família de Sam. A única coisa que ela tem de fazer é guardar para si a atração que sente pelo marido e evitar a cama dele.
Porém, é difícil resistir aos beijos ardentes de Blake e ao seu charme sensual são demasiado difíceis de resistir. O contrato de casamento previa tudo e mais alguma coisa… menos que se apaixonassem

Opinião: Um livro irresistível embora tenha uma receita bastante utilizada. O homem rico a precisar de uma mulher, a mulher pobre (neste caso nem tanto) que precisa de ajuda para pagar o lar da mãe... mas a história desenvolve-se de forma algo realista e com uma escrita trabalhada da autora que nos leva a ansiar pelo capítulo seguinte e pelo final encantado deste conto de fadas.

No entanto, até chegar ao conto de fadas, há muito que percorrer e o caminho nem sempre será fácil. Blake dá-se a conhecer e Samantha também baixa a guarda e mostra quem é realmente, não apenas uma agente matrimonial mas uma mulher com desejos e tristezas mas também de muita fibra, especialmente para enfrentar alguém que conta com o dinheiro para ser a sua fortaleza.

Um livro que não deixou grandes marcas mas que foi óptimo de ler pois tem uma cadência rápida e segue o ritmo do pulsar da vida.
3,5*

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Por Amor ou por Herança, Ruth Cardello - Opinião


Sinopse: Quando Stephan Andrade é avisado de que Nicole Corisi se encontra na empresa e lhe deseja falar, sente-se submergir num turbilhão de emoções. O que poderá ela querer, depois de tantos anos de afastamento? Será ele capaz de recebê-la justamente no momento em que se prepara para fechar um negócio que significará a ruína de Dominic Corisi, o irmão odiado de Nicole?

Stephan decide receber Nicole na esperança de acrescentar assim um travo pessoal à sua vendetta, só não contou que a paixão louca que no passado sentira por Nicole se pudesse reacender com tanta violência... Sofisticado e sensual, "Por Amor ou por Herança" vem dar continuidade à inebriante trama do romance de estreia desta autora bestseller - "Apaixonada por Um Milionário".

Opinião: A bela e magoada Nicole só que estar longe do seu irmão Dominic e arranjar uma forma de contornar o testamento do pai, para que o irmão não tome conta da empresa durante um ano... ela vai até recorrer ao maior rival do irmão e ao seu amor do passado, um passado que morreu precisamente porque Dominic traiu a família que Nicole já considerava sua.

Stephan não pensa há muito em Nicole... ou melhor, tenta não pensar. Mas a fotografia dela na noite que podia ter sido o início de toda a vida deles continua guardada na gaveta da sua secretária. É com os sentimentos tumultuados (por mais que queira que se pense o contrário) que Stephan vê o seu amor do passado entrar na sua sala e fazer-lhe a proposta mais louca que já ouviu... mas esta proposta é também uma óptima forma de vingança contra Dominic, acertando-lhe em cheio com uma traição de família... tal como ele acertou a sua.

É num misto de mentiras, raiva e amores escondidos (mas que o tempo não apagou) que se passa esta história. Profundamente comovente no retrato de uma jovem que se sentiu sem lar e encontrou em outra família precisamente o que procurava... até ao dia que se viu obrigada a abandoná-la. É também a história de um rapazinho que adorava a irmã mas não sabia como demonstrá-lo e tinha medo de a perder para sempre. E é a história de uma raiva crescente baseada numa mentira que era suposto ser algo bom para todos. Por vezes as mentiras têm o efeito exactamente oposto...

Há muito para ultrapassar para ficarem juntos e os primeiros passos terão de ser dados pelos próprios que terão de ultrapassar o passado para construir o futuro... a menos que uma nova traição os separe de vez.

Ruth Cardello traz-nos mais uma bela história que não pretende ser um livro extraordinário mas que é uma lição sobre mentiras, traições e a necessidade de uma família em que seja possível apoiar-mo-nos nos melhores e também nos piores momentos.
3,5*
Outros títulos da série Legacy:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Apaixonada por um Milionário, Ruth Cardello - Opinião


Sinopse: Dominic Corisi é bilionário, tem um corpo perfeito e um charme irresistível que lhe garante que todas as mulheres que deseja lhe caiam aos pés. Quer dizer, todas menos Abby Dartley, uma jovem e atraente professora que não acredita em correr riscos, sobretudo no que toca a homens. É precisamente por isso que Dominic está decidido a não a deixar escapar e, quando os negócios o obrigam a viajar até à China, leva Abby com ele. Mas com as suas condições: sem promessas e sem compromissos. Só sexo. Porém, na China, Abby toma conhecimento de uma intriga que a poderá obrigar a abandonar o seu papel submisso de amante, mesmo que isso signifique perder o homem que ama...

Opinião: Uma história interessante e comovente de um homem que tem tudo, excepto amor, e de uma mulher que perdeu muito e não se quer despedaçar ainda mais... a meio caminho encontram-se numa batalha por poder, amor e compromisso.

Dominic está habituado a ter tudo o que quer, para ele tudo na vida se trata de pagar um certo valor e receber o que quer... mas é também uma pessoa com um passado complicado que levou a que se afastasse da irmã... talvez quando esta mais precisava dela. Dominic fugiu de um pai tirano e contruiu um império para lhe mostrar que podia ir ainda mais longe que o seu progenitor... mas tudo é demasiado sumptuoso, o que serve apenas para mostrar ao mundo que é melhor do que o pai e para tentar preencher o vazio que sente na sua vida e a falta da sua família, principalmente da mãe que só parou de procurar quando a deram como morta.

Abby é professora e desde que perdeu os pais passou a proteger a irmã e a tentar fazer o papel dos seus pais. Mas o papel que obriga Abby a ser demasiado perfeita, leva a que a sua irmã se revolte e faça tudo o que não deve fazer bem como a que um enorme fosso se abra entre as irmãs.

Poderá o amor acontecer entre duas pessoas tão feridas e, ao mesmo tempo, de mundos tão distantes? Abby não está habituada a que lhe dêem ordens e não é a Dominic que se vai submeter... apesar do que sente por ele.

A história de uma mulher forte e de um homem mais frágil do que parece. A eterna história do homem rico que se apaixona por rapariga pobre mas com uma profundidade nas personalidades principais e em algumas das outras que mostra que este é um bom livro. Não deixa, no entanto, de ser um livro leve e de rápida leitura.
3,5*
Outros títulos da série Legacy:

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Alera - Sacrificio, Cayla Kluver - Opinião

Sinopse: Alera, rainha de um reino perdido, secretamente apaixonada pelo inimigo. Shaselle, filha de um pai assassinado, uma rebelde com causa. Uma vive atrás das antigas muralhas do palácio de Hytanica e caminha no fio da navalha para manter a frágil paz na sua amada terra. A outra erra pelas ruas devastadas pela guerra, em busca de vingança para a tragédia que atingiu a família. Ambas fazem escolhas que as irão separar daqueles que não conseguem deixar de amar. Como as suas histórias se entrelaçam, uma conspiração toma forma e tanto pode acabar em escravidão ou morte, ou ter de novo liberdade, mas apenas se cada uma conseguir enfrentar o que deve ser sacrificado.

Opinião: Este livro andou entre o brilhantismo e a força da história de Alera, Narian e a reconquista do reino, ou consequente morte a tentá-lo, e a chatice das coisas parvas em que Shaselle se metia. Esta jovem perdeu o pai, é certo, e revoltou-se... até aí tudo bem, mas meter-se em situação atrás de situação que deixa em perigo não só a própria Shaselle como a sua família e, até, eventualmente o reino foram cenas com que embirrei pois a rapariga não era assim tão nova que não entendesse as consequências que poderiam advir dos seus actos. Para mim, era quase como se tivéssemos duas histórias distintas e a segunda só veio tirar brilho à primeira.

Esta trilogia YA é bastante bem conseguida, especialmente para uma autora de 16 anos mas, olhando-a com olhos mais críticos percebe-se a fragilidade dos fundamentos da história embora esta seja incrivelmente boa na descrição de como o reino funciona, nas batalhas e tomada de Hytanica, na fuga para a gruta, na valentia dos homens e nas relações humanas. A destacar temos os personagens masculinos e a Suma Sacerdotiza. A protagonista, como já tinha referido, poderia estar melhor conseguida mas este último livro demonstra uma maturidade desta personagem que não se encontra nos livros anteriores. Finalmente, temos uma Alera que, embora timidamente e um pouco sem saber como, vai aprendendo a liderar Hytanica, já não como Rainha mas como responsável máxima do reino agora pertencente a Cokyri. Temos também uma jovem que sabe o que quer e que não vai deixar que o tomem dela. E temos ainda todo um reino que acredita em si próprio e que lutará até ao último suspiro pelo regresso da liberdade... será que vão conseguir? Será que vai valer a pena?

Um belo fechar da trilogia com um final que se previa mas também com muitas experiências e revelações inesperadas que nos dão a conhecer melhor vários personagens. No entanto, é-me impossível esquecer a Shaselle e por isso só dou 3*.

3*
Outros títulos da trilogia:
Alera - Tempos de Vingança (Alera Livro 2)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A Grande Revelação, Julia Quinn - Opinião

Sinopse: O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há… Não pode ser!??... Mais de dez anos? Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta…Cansado de ser visto como um mulherengo fútil, irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown, Colin regressa a Londres após uma temporada no estrangeiro decidido a mudar as coisas. Mas a realidade (ou melhor, Penelope) vai surpreendê-lo… e de que maneira! Intimidado e atraído, Colin vai ter de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz. ps: este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.

Opinião: A personagem que se revela ser Lady Whistledown é, de facto, uma grande revelação. Nunca pensei que a pessoa por detrás das Crónicas da Sociedade pudesse ser quem é, mas a verdade é que me pareceu completamente autêntico e com sentido ser essa pessoa. A revelação é também o mote perfeito para conhecermos melhor Colin Bridgerton, o adorável filho de Lady Bridgerton que põe qualquer pessoa à vontade consigo e que consegue escapar a qualquer diabrura com o seu encantador sorriso e forma de bem-estar na vida.

Penelope é também uma personagem encantadora que se vinha insinuando nos livros anteriores, com algum destaque ligeiro já no livro anterior "Amor & Enganos", através da sua amizade com Eloise, a 5ª filha Bridgerton e aquela que vamos seguir no próximo livro “Para Sir Phillip, com Amor”. Penelope é uma jovem inteligente e grande amiga de Eloise. Para além disso, nutre pelo jovem Colin uma grande paixão que dura há mais de 10 anos! A tímida Penelope mal consegue articular duas frases juntas com a maioria das pessoas mas sente-se completamente à vontade com Colin, embora saiba que um jovem como ele, e ainda por cima um Bridgerton, nunca iria casar com ela, o que, aliás ele tinha confirmado em viva voz e com Penelope a ouvir, no volume anterior.

A aventura entre estes dois jovens decorre de uma verdadeira amizade e de um feliz acaso em que Penelope lê uma passagem dos diários de viagem de Colin. Apesar de brutalmente enfurecido (faceta que nem a sociedade nem Penelope conheciam dele), ele fica encantado quando Penelope lhe diz que ele escreve maravilhosamente bem… tumultuando a sua cabeça e o seu coração.

Penelope é muito mais do que mostra e Colin é também muito mais do que julgam dele. A meio caminho e inspirados na grande amizade que partilham, estas duas personagens encontram-se para além do que a sociedade conhece deles e forjam um laço que se mostrará mais profundo do que Colin pensava. É também através da sua comparação com Penelope que ele sente ainda mais o vazio na sua vida... e o gosto em comum que os uniu poderá também ser aquele que os irá separar.

As dificuldades vividas após o casamento, mostrando o afastamento de uma casal quando existem segredos entre o mesmo ou quando não há confiança total no parceiro, são tratadas com a profundidade a que a autora já nos habituou em anteriores livros e em dificuldades e divergências semelhantes.

Mais um volume da série Bridgerton e mais um livro brilhante de Julia Quinn que sabe dosear de forma esplêndida humor, brincadeira, romance e também temas mais profundos como os medos e ansiedades de cada pessoa. Os livros desta série são leves e divertidos mas abordam também temas sérios que muitos considerariam neles não ter espaço.
4*
Outros títulos desta saga:
"Crónica de Paixões & Caprichos" (Série Bridgerton 1)
"Peripécias do Coração" (Série Bridgerton 2)
"Amor & Enganos" (Série Bridgerton 3)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Alera - Tempos de Vingança, Cayla Kluver - Opinião

Sinopse: Uma rainha de dezoito anos está apaixonada pelo comandante inimigo, numa altura em que os dois países se confrontam, num combate do qual não há regresso possível.

Casada com um homem que não ama, a rainha Alera de Hytanica tem de esquecer Narian, o jovem que lhe prendeu o coração, porque este está destinado a conquistar Hytanica no comando dos exércitos do seu senhor, o poderoso soberano. Alera não acredita que Narian se disponha a combater Hytanica – até ao momento em que as tropas de Cokyri atacam a sua pátria, che?adas pelo próprio.

Confrontada com a mais terrível traição que um coração pode conhecer, Alera será forçada a esquecer os seus sentimentos e a conduzir o seu reino nesta hora de tremenda provação. E, quando parece que a esperança, a vontade e a coragem estão perdidas, terá de encontrar a força que lhe permita manter-se de pé, recordando que nem a mais negra das noites impede o nascimento de um novo dia.

Opinião: Depois do final do livro anterior nos expor ao casamento de Alera, este livro, embora mais fraco, faz crescer a personagem de Steldor. E de que forma! Do arrogante galã com a mania que é melhor que os outros, passamos a conhecer um outro Steldor, um homem que realmente ama Alera e não apenas a coroa de Hytanica.

Steldor concede o impensável e dá tempo à sua jovem mulher para se habituar ao casamento que lhe foi imposto. É também ele que vela pela sua segurança e que a ampara quando as notícias de uma entrada em Hytanica lhe chegam aos ouvidos e ela descobre quem foi a pessoa a ser raptada e levada para o reino inimigo.

Em tempo difíceis, vemos um aproximar de Alera com os pais mas cedo fica claro que a invasão vai acontecer e que Hytanica não tem forma de ripostar à altura, Assim, resta ao rei e à rainha fugir do reino para que este não morra às mãos do inimigo, porque "enquanto houver rei, também existe reino". Com ele seguem alguns dos melhores homens da guarda real e até alguém que não se esperava que viesse.

Do lado das linhas inimigas, Narian encabeça o exército de Cokiry... mas apenas porque a isso foi obrigado e para que a tomada de Hytanica seja levada a cabo com o menor número de vitimas possível.

Enquanto isso, o rei foi gravemente ferido e quase perece... Alera percebe que pode tornar-se útil no local onde se escondem, ficando responsável pela (parca) alimentação já que não poderá fazer parte dos turnos de vigia. Steldor está entre a vida e a morte e só a chegada de London com uma estranha prisioneira vai poder mudar o destino do jovem rei. Também o destino de Hyanica estará no poder que advém de ter esta prisioneira e na forma que ela própria leva Alera a pensar numa solução quando já se previa o impossível. Existe ainda uma luta terrível entre Narian e o seu mestre maléfico e só um deles conseguirá sair vivo da batalha... com a ajuda preciosa da Suma Sacerdotiza.

Este livro pareceu-me mais fraco do que o anterior, mostrando os suas frágeis fundamentos... Apesar disso, é uma história interessante e este livro traz o crescimento de várias personagens: Steldor e o seu pai, London, Narian e a própria Suma Sacerdotiza. A nota negativa continua a ser a fragilidade da estrutura narrativa e a personagem principal que, embora tenha tomado para si a tarefa de alimentar os homens, mal teve coragem de chegar perto do marido quase morto e de velar por ele, com uma rara excepção. Nem aqui ela foi capaz de crescer e apoiar aquele que, ao longo de todo o livro, demonstra que a ama mais do que tudo, até do que o seu próprio bem-estar.
3*
Outros títulos da trilogia:
Alera - Sacrifício (Alera Livro 3)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Alera - A Princesa Guerreira, Cayla Kluver - Opinião

Sinopse: Uma violenta rivalidade entre dois reinos ameaça evoluir para um estado de guerra. No meio deste conflito, uma princesa voluntariosa encontra-se dividida entre o dever e o desejo.

Obrigada a casar com o homem que o pai escolheu para lhe suceder no trono, a jovem princesa Alera de Hytanica vê-se forçada a enveredar pelo pior dos destinos, o casamento com o arrogante e colérico Steldor. Quando o misterioso e sedutor Narian chega a Hytanica, vindo do território inimigo trazendo segredos e noções inconcebíveis acerca do papel das mulheres na sociedade, os desejos de Alera põem em causa o futuro do reino.
A descoberta do terrível passado de Narian mergulha Alera num mundo obscuro de intrigas palacianas e conflitos pretéritos, a ponto de não saber em que acreditar, nem em quem confiar.

Alera - A Princesa Herdeira é um lindo conto de fadas com príncipes, princesas, amor, dever, inimigos, intrigas, profecia e todo um universo que nos prende. Primeiro volume de uma trilogia, uma extraordinária estreia literária de uma jovem escritora que, através de uma edição de autor e do passa-palavra, já conquistou milhares de leitores em todo o mundo. Uma história única, romântica, cheia de aventura, paixão e intriga num cenário de fantasia clássica.

Opinião: O 1º livro da trilogia Alera traz-nos uma história leve e fresca, com a força de uma princesa voluntariosa e cheia de ideias, um guerreiro jovem mas bastante vivido e experiente, uma tristeza imensa que os separa e uma guerra forçada que os atira para lados opostos. Ambos querem fugir ao que estão predestinados mas parece que isso será mais difícil do que o coração de ambos clama...

Este primeiro livro da trilogia traz-nos uma escrita inteligente e mais profunda do que estava à espera. É um livro fresco mas, ao mesmo tempo, bem estruturado. Acompanhamos a princesa Alera nos seus 17 anos, com a pressão de ter que se casar até aos seus 18 anos, com alguém que o pai já escolheu pois, apesar de ser ela que a pertencer à linhagem real, será o homem com quem casar que será rei e irá comandar os destinos do reino.

Enquanto todas as jovens suspiram por Steldor, Alera só quer fugir dele e da sua arrogância, da sua mania que é o melhor e que Alera é que tem sorte por ele a querer e não o contrário. À medida que Steldor se impõe a Alera, com o apoio do pai de ambos (o rei e o capitão da guarda), surge Narian, um jovem que passou a sua vida num reino rival mas que pertence a Hytanica e está ligado a uma profecia que pode vir a destruir a sua terra natal.

Entre Alera e Narian nasce um elo com uma força imensa... será ela capaz de enfrentar os pais e todo um reino para ficar com o jovem que o seu coração pede mas que é considerado um espião do inimigo? Irá Steldor deixar a sua amada pertencer a outro homem e, consequentemente, perder a coroa que já sente na sua cabeça?

No dia que Narian desaparece, Alera deixa de ter alternativa e vai ter de seguir aquilo a que é obrigada... a menos que consiga encontrar Narian antes disso!

Uma história interessante e bem escrita, embora com algumas partes mais fracas (ainda assim um livro impressionante, principalmente tendo em conta que a autora tinha 16 anos quando o escreveu).

A base desta história são as obrigações reais e a força de um elo inesperado e esmagador entre dois jovens, um elo a que assistimos crescer, com passagens muito divertidas. Em alguns pontos a história torna-se mais profunda, na importância que os guardas dão ao seu trabalho, na repulsa de um pai para com o seu filho e nas sucessivas guerras interiores de alguém que não sabe qual é o seu lugar... Narian já não sente pertencer a Hytanica mas Cokiry também já deixou de ser a sua casa... e avizinha-se uma guerra entre os 2 reinos...

Um inicio auspicioso para esta saga onde a nota menos positiva vai para a protagonista que, apesar de interessante, está menos bem construída do que seria de esperar, até quando comparada a outros personagens como, por exemplo, Steldor, Narian e até o seu misterioso guarda-costas: London.
3,5*
Outros títulos da trilogia:
Alera - Tempos de Vingança (Alera Livro 2)
Alera - Sacrifício (Alera Livro 3)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O mundo do Goodreads e as Leituras 2014 - Portugal

goodreads.com

Provavelmente já conhecem o site Goodreads, onde se pode ficar a saber não só as sinopses dos livros, as opiniões e média geral atribuídas aos mesmos como também pesquisar livros/ autores e acompanhar as leituras/ reviews/ pontuação atribuída/ livros que querem ler dos nossos amigos. Podemos ainda colocar o livro (ou livros) que estamos a ler e ir acompanhado a nossa leitura com a actualização do status no site (leitura até X página hoje, eventual comentário mesmo que não seja no final do livro, etc.).

Existem ainda vários grupos interessantes, inclusive alguns portugueses como o Clube de Leitores em Português, entre outros.

Lista de Leituras 2014 - Portugal
Para além disso, existe ainda uma Lista de leituras 2014 - Portugal em que vamos colocando os livros que já lemos este ano para, no final do ano, haver uma ideia do que se leu mais em Portugal... mas a lista este ano ainda tem pouca gente... vão lá colocar os vossos livros pois quanto maior for o número de pessoas mais aproximado da realidade estarão os resultados das leituras realizadas durante este ano no nosso país.

Podem ver aqui ao lado a lista de que falei acima com os 10 livros mais lidos em Portugal até ao momento. De salientar que o 1º tem 35 pessoas que indicaram que o leram e o 10º tem apenas 15, ambos números bastante baixos que demonstram que ainda há muita gente que não conhece esta lista ou, por algum motivo, prefere não participar, o que também é válido.

No Goodreads podemos ainda criar as nossas próprias listas (na área "my books" ou na "listopia"), aceder a quizzes, descobrir citações (quotes), géneros, os mais populares, ebooks, recomendações baseadas nas nossas leituras e até ofertas (giveaways).

Enfim, há muito para descobrir nesta rede social. Quem gosta de ler, partilhar opiniões e/ ou ler as de outras pessoas bem como ir fazendo listas do que queremos ler, já lemos, estamos a ler no momento, etc., vai sentir-se como peixe na água.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O Tempo entre Costuras, María Dueñas - Opinião

"O Tempo entre Costuras" de María Dueñas
Sinopse: "O Tempo entre Costuras" é a história de Sira Quiroga, uma jovem modista empurrada pelo destino para um arriscado compromisso; sem aviso, os pespontos e alinhavos do seu ofício convertem-se na fachada para missões obscuras que a enleiam num mundo de glamour e paixões, riqueza e miséria mas também de vitórias e derrotas, de conspirações históricas e políticas, de espias.

Um romance de ritmo imparável, costurado de encontros e desencontros, que nos transporta, em descrições fiéis, pelos cenários de uma Madrid pró-Alemanha, dos enclaves de Tânger e Tetuán e de uma Lisboa cosmopolita repleta de oportunistas e refugiados sem rumo.

Opinião: María Dueñas relata com uma veracidade ímpar um período importante da história de Espanha e que, muitas vezes, é esquecido, pelo menos para os espanhóis que partiram de África onde tinham as suas vidas... num paralelo com a nossa própria história, recordando os expatriados das colónias portuguesas. Mas se este cenário não entra neste livro, Lisboa sim aparece nas suas linhas... a sua beleza e a sua promessa (ainda) de liberdade e também a fixação de ingleses endinheirados na linha do Estoril/ Cascais que durou até aos nossos dias, em certos casos, e ainda que não em muitos a zona continua a ser muito procurada e habitada por pessoas com um determinado poder económico.

Mas voltemos à história de Dueñas... a autora descreve com mestria a rebeldia de Sira e a sua paixão fulminante que leva a que não veja que está simplesmente a ser usada. Pelo homem que a arrebatou, concorda abandonar Madrid e a sua mãe, a sua única família, para ir para Marrocos. Aqui, ela conhece os salões de festas e hotéis de luxo até ao dia em que acorda sem nada... e com uma conta de hotel por pagar... Sira não vê outra alternativa senão fugir.

Sira descobre rapidamente que o luxo de nada lhe serviu e o que queria era estar de volta na sua Madrid mas também aí pendia sobre ela um mandato de captura por roubo de património do pai na sequência de uma queixa de um dos irmãos ao descobrir a generosa oferta entregue à jovem... sem saída ela esconde-se numa pensão de ar barato, onde passa a ajudar nas limpezas e a remendar o pouco que por lá existe. A reviravolta na sua vida acontece quando descobrem que ela costura muito bem e todas as vizinhas passam a fazer-lhe encomendas. Mas a dona da pensão vê mais longe, com o dinheiro dela e a mão para a costura de Sira, poderão abrir uma loja de modista e receber as mais afortunadas senhoras que pagarão muito bem pelo talento de Sira, que se tornará, com toda a certeza acreditam, a melhor modista deste enclave espanhol.

As cores e cheiros de Tânger e Tetuán entram-nos pelas narinas e balançam o nosso olhar, ao mesmo tempo que sentimos com Sira os suores frios de cada vez que tem de fazer algo perigoso que foge aos seus hábitos e até talvez ao seu país...

Da aventura para o dinheiro para a loja ao contrato para espia pelo polícia que um dia concordou não a prender, Sira cresce como personagem e como mulher. Torna-se mais madura, sem medo de enfrentar a vida, não teme falhar onde outros poderiam fazê-lo e não foge do que pode ser um perigo. Mas Sira passa a contar também com bons amigos e tudo o que pede é que lhe tragam a mãe já depois das viagens terem sido cortadas... e é nesse esforço conjunto entre ela e a amante de uma alta patente que considera estar "na sua Marrocos feliz" que Sira vai conhecer um homem com quem se virá a cruzar novamente... e um dia a vida de Sira estará nas suas mãos... sem que ela própria o saiba... chegará Sira novamente a Madrid? E se chegar, qual será o custo de voltar à capital?

Um livro que mostra bem que um dia se pode estar no lugar mais alto e ter muito poder e no dia seguinte vir a ser acusado e morto ou exilado, perdendo tudo o que se tinha construindo.

Este é um bom livro para aprender sobre este período especifico de Espanha ao mesmo tempo que se percebem cores e dores próprias de quem viveu aquele momento e não apenas o que a propaganda queria difundir. É também um livro denso, que pede para ser lido pausadamente pois tem de ser digerido.
4*

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O Peso da Fama, Tara Hyland - Opinião

"O Peso da Fama" de Tara Hyland
Sinopse: Uma criança indesejada
São Francisco, 1958. Numa noite fria de dezembro, um bebé é deixado no Orfanato das Irmãs de Caridade, em Telegraph Hill.

Um enigmático suicídio
Um ano mais tarde, a famosa atriz Frances Fitzgerald decide pôr termo à vida. Correm vários rumores alegando que o marido, Maximilian Stanhope, um empresário abastado, sabe mais do que revela, mas nada é provado.

Um segredo terrível
Qual a relação entre estes dois acontecimentos? É essa a resposta que Cara, a filha de Frances, se predispõe a descobrir. Abandonada pela mãe aos sete anos, viveu uma infância ensombrada pelo sofrimento e pela perda. Mais tarde, encontra alguma realização a trabalhar como jornalista, porém, continua a debater-se com a falta de confiança que tem nos outros, e cada vez mais se convence de que descortinar o segredo por detrás da morte da mãe é a única forma de apaziguar os seus demónios. Irá a verdade destroçá-la ou serão inquebrantáveis os laços entre mãe e filha?

Opinião: Depois de ter lido "As Filhas da Fortuna" da mesma autora, as minhas expectativas estavam bastante altas e o livro esteve à altura delas, ainda que continue a preferir o que indiquei acima.

Tara Hyland é magistral a escrever sobre o sofrimento, de tal forma que quase o sentimos na nossa pele. Ela conta-nos o percurso de Frances que nem sempre foi tão fácil como se imagina e também o percurso de Cara, abandonada pela mãe mas que sempre esperou que a viessem buscar... Sozinha, teve de lidar com o feitio difícil da avó, a sua doença prolongada e o consequente estado degenerativo, e também com a sua morte.

Revemos também nesta história como certas pessoas podem ser cruéis, até mesmo com a própria família, e recordamos que o glamouroso mundo do cinema tem, muitas vezes, por trás dele, muita miséria e muita coisa a cheirar mal.

Cara vai precisar de uma última viagem para enfrentar os seus fantasmas e tentar seguir em frente sem medo de se relacionar pois o seu passado deixou demasiadas marcas e o medo da perda é demasiado grande para que se possa entregar a uma relação... Max recebe-a, também em estado avançado de doença e vai esclarecê-la em tudo o que for possível... e muito além do imaginável!

Uma história de amor, de afectos, de tristeza, de separação mas também de grande superação. Um livro a ler, sem dúvida.
4*
Outros livros da autora:

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sonhos de Papel, Ruta Sepetys - Opinião

Sinopse: Josie Moraine vive mais do que uma vida. Ela é filha de uma das prostitutas de luxo mais cobiçadas de Nova Orleães, um estigma que a arrasta para o submundo decadente da cidade. Vítima da negligência da mãe, tem nos moradores do extravagante Bairro Francês os seus maiores aliados. De Cokie, humilde e fiel; a Willie, a dona de um bordel cuja frieza esconde um coração de ouro; e a Jesse, tímido, atraente e eternamente apaixonado, todos a protegem e velam por ela. Mas Josie sonha mais alto e move-se com igual à-vontade nos corredores da livraria onde, graças à bondade de um desconhecido, trabalha e habita. Este é o seu porto seguro. Aqui, entre as estantes repletas de livros, no pequeno escritório que agora lhe serve de quarto, não tem de se defender da sua própria mãe nem fingir ser a durona solitária que domina as ruas.
Ao anoitecer, quando a porta se fecha e as luzes se apagam, ela descobre nas páginas que folheia a imensidão do mundo e anseia por uma vida melhor. Uma vida como a de Charlotte, a filha de uma família da alta sociedade, cuja amizade a inquieta a ponto de arriscar tudo, mesmo a promessa de um amor verdadeiro. E quando os seus sonhos estão prestes a realizar-se, um crime muda tudo… Para sempre.

Opinião: Uma história que, pela sua sinopse, me lembrava bastante "Sonhos Proibidos" de Lesley Pearce. Este livro é bom mas o de Lesley é, incomparavelmente, muito melhor.

Gostei de Josie, das sua verdadeira família: Cokie e Willie, de Jesse e também de Charlotte e da maneira como ela encara a verdade e abre, novamente, os braços para receber Josie.

A paixão pela leitura e a bondade do dono da livraria deram um lugar para viver a Josie e afastaram-na de outros caminhos. É ali o seu refúgio mas ela sabe que a vida é dura e ela própria, todos os dias, faz o seu trabalho de limpeza no bordel onde a mãe trabalha.

Josíe conhece Charlotte e fica deliciada, não só pela nova amiga mas também pelo seu mundo e pela possibilidade de sair dali, onde todos a conhecem e conhecem a sua história, e ter a oportunidade de começar de novo e seguir uma vida diferente ao ir para a universidade longe dali... Pelo meio Josie quase faz o impensável para tentar chegar à faculdade.

Seguindo o mote do desconhecido que lhe aparece na livraria (e que morre logo em seguida), Josie quer ser diferente "as decisões moldam a nossa vida", disse-lhe o desconhecido. Ela ficou marcada com esta frase mas também com o homem e a sua atitude, perdida ainda nos devaneios habituais sobre se ele poderá ser o seu pai, o que lhe acontece sempre que conhece um homem diferente mais ou menos daquela idade.

Gostei da história mas considero que parou num ponto em que grita claramente por uma continuação. Quero saber o que acontece a Josie depois daquela despedida, quero saber quem é o pai dela pois acho que ela vai fazer por descobrir... fiquei com vontade de saber tanta coisa que queria ter a continuação já à minha espera!
4*

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A Rapariga de Olhos Azuis, Tara Moore - Opinião

Sinopse: Anya Keating adora seu trabalho como assistente de Macdara Fitzgerald, dono da deslumbrante propriedade Lismore e dos seus cavalos de corrida. Macdara é um patrão indulgente e generoso e Anya tem muito carinho por ele. Mas quando Macdara a pede precipitadamente em casamento, a amizade de ambos - e a posição dela - fica ameaçada, e Anya sente-se dividida entre a sua lealdade para com Macdara e os seus sentimentos pelo neto dele, Fergal, o belo treinador de cavalos.

Eis que aparece Orla Fitzgerald, neta distante de Macdara. Orla pode ter deixado Lismore em criança, mas voltou uma mulher sofisticada e bonita. Tão bonita, de facto, que a maioria dos homens ficam encantados por ela - e Anya vê com crescente apreensão enquanto Orla tecer a sua magia em redor de Fergal.

No entanto, Orla pode não ser a rapariga de olhos azuis que os outros julgam. Há mistérios sombrios na vida da propriedade. O passado de Orla contém uma tragédia, e ela está determinada a reivindicar o seu direito de primogenitura, independentemente de quem se atravessar no seu caminho.

Opinião: Tara Moore controla sabiamente as doses de suspense, amor, traição, pesadelos, passados trágicos e amizade verdadeira.

A história prende desde o início e depressa percebemos que Orla pode não ser o que aparenta mas que, atrás dela, está um diabo ainda maior. Anya, por outro lado, é a rapariga mais decente por ali, uma mulher que não deixou que o seu passado a levasse para as ruas de outras vidas mas que sabe que deve isso a Martha, a freira que a criou e que fez com que ela fosse encaminhada na vida e afastada da drogada e turbulenta mãe.

Orla e Anya lutam em lados contrários mas ambas partilham um passado trágico que, no entanto, as levou a destinos diferentes. Um dia, esse passado volta para ajustar contas e a tabela estará demasiado alta para qualquer uma delas. Pelo meio temos uma viagem ao Dubai, à riqueza no meio da pobreza extrema e à falta de tacto e respeito para com os empregados, o contrário do que MacDara oferece a quem está junto a ele. Temos também uma amizade verdadeira dos três mosqueteiros, dos quais só restam 2, e que se apoiam mutuamente apesar de qualquer um deles se encontrar bastante doente.

Uma história que merece ser lida, com um final que me surpreendeu e que remete para valores morais e para o não julgamento das pessoas sem sabermos o seu lado da história, sem tentarmos perceber o que as moveu e como as coisas poderiam ter sido diferentes...
4*

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Mariana, Susanna Kearsley - Opinião

Sinopse: Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa.

Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Júlia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai-se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço.

Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Júlia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?

Opinião: Este livro é a minha estreia com Susanna Kearsley (tenho feito muitas estreias ultimamente) e gostei do livro e da sua escrita fluída, embora o tema da reencarnação não seja um tema que me atrai muito.

Quando comecei a ler o livro perspectivava que Mariana fosse um antepassado de Júlia, o que não veio a acontecer. De qualquer forma, gostei particularmente do encadeamento dos factos/ recordações e da dificuldade de lidar com um assunto tão complicado/ louco como a possibilidade de estarmos a recordar vidas passadas.

Foi também muito interessante ver o crescimento da personagem de Júlia à medida que recordava Mariana e o seu trágico destino. Gostei dos elementos que estavam à sua volta, quer ligados à casa senhorial quer ao bar de que Júlia passou a ser frequentadora assídua e onde fez uma amiga inesperada.

Para mim, este livro foi uma interessante surpresa, amargada apenas pelo seu final algo abrupto, na minha opinião. De qualquer forma, vale a pena ler este livro.
4*

terça-feira, 10 de junho de 2014

Ligeiramente Casados, Mary Balogh - Opinião

Sinopse: Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado - e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas.

Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano.

E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o "casamento de conveniência" de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente...

Opinião: Li os dois livros que são uma espécie de prequela desta saga dos irmão Bedwin e, apesar de ter gostado de ambos, o que conheci dos Bedwin no livro "Um Verão Inesquecível" não me fez augurar nada de bom para este livro já que os Bedwin se mostraram tão altivos que eu só pensava que dificilmente iria gostar da saga... mas claro Mary Balogh surpreendeu-me e começou a saga com um irmão que nem sequer estava em casa.

Este livro conta não só a história de Aidan e Eve mas ajuda-nos também a perceber algumas atitudes dos Bedwin quando Kit e Lauren foram convidá-los pessoalmente para o casamento. Não desculpa a forma como os Bedwin se comportaram mas ajuda a perceber o porquê de serem assim...

Voltando ao livro, Aindan é o cavaleiro andante que todas as mulheres sonham... menos uma mulher que sempre cuidou de si e que estava habituada a olhar por todas as pessoas a seu cargo, desde os rendeiros às pessoas que trabalhavam na sua casa... mas o pai desejava para ela um casamento rico e até com o testamento arranjou forma de levar a sua avante, caso contrário Eve perderia a sua casa.

Aidan é também um homem frio, forjado por um pai distante e por anos passados na guerra. Já Eve é uma mulher carinhosa, que dá oportunidades a quem é visto como estando à margem da sociedade e que até acolhe duas crianças com quem não tem qualquer parentesco e que passam a ser para si como se fossem seus filhos. Para ajudar Eve, que se vê encurralada, Aidan abandona os sonhos de ter uma mulher que o seguisse na sua carreira e casa com ela mas ambos querem que o casamento não passe de um contrato para permitir a Eve ser protegida como o irmão queria. Assim, Aidan voltará para a guerra e Eve continuará na sua casa até... o primogénito Bedwin descobrir este casamento.

Aqui sucedem-se os eventos mais estranhos desde o irmão Bedwin mais velho quase arrastar Eve para Londres para ser apresentada à sociedade, as noites de amor que não parecem passar apenas de sexo, a fuga de Londres para recuperar as crianças e o final... irão cada um para seu lado como inicialmente estava previsto? Irá o amor conseguir ultrapassar o facto de Aidan voltar para a guerra? Ou será que as itenções dele afinal serão outras?

Um bom livro de Mary Balogh, que me surpreendeu pela positiva e que provoca a discussão em torno de temas como adopção ou trabalho para pessoas menos capazes.
4*
Outros títulos desta saga:
"Uma Noite de Amor" (Saga Bedwin 0.1)
"Um Verão Inesquecível" (Saga Bedwin 0.2)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Quando o Cuco Chama, Robert Galbraith - Opinião

"Quando o Cuco Chama" - Robert Galbraith
Sinopse: Quando uma jovem modelo cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio.

No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está um caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrio tudo se torna - e mais se aproxima de um perigo terrível...

Envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres, "Quando o Cuco Chama" é o aclamado primeiro romance policial de J. K. Rowling, escrito sob o pseudónimo Robert Galbraith.

Opinião: Este livro foi uma completa desilusão para mim. Adoro J.K. Rowling ou, pelo menos, a saga Harry Potter, e esperava um grande livro até porque as criticas apontavam para um livro muito bom o que, aliás, muitas outras opiniões confirmam. No entanto, eu não fui capaz de gostar.

A escrita de J.K. Rowling não é má mas a história desenrola-se com uma lentidão excruciante ficando a sensação amarga de que não se passou nada. Este livro é, para mim, apenas uma apresentação da personagem Cormoran Strike, o crime foi apenas um pretexto para o fazer mas esteve sempre em segundo plano, o que não seria de esperar (pelo menos para mim).

É verdade que os temas crime/ suspense não são os meus preferidos mas é também verdade que este livro tem muito pouca susbstância. Quando comparado com "Recordação Perigosa" de Mary Higgins Clark, que é do mesmo género embora não se centre num detective, percebemos que este livro está a anos-luz do de Mary Higgins Clark e é impossível não sentir que o livro nos devia ter dado mais, ter sido mais.

Claro que nem tudo é mau no livro, existe a parceria de Cormoran com a sua secretária/ ajudante de detective que é muito interessante e deixa caminhos abertos para próximas aventuras. Saliento ainda a resolução do crime, com um assassino que eu nunca previ e aqui tenho de dar pontos à autora (por isso dou 2,5* e não 2*).

Resta-me esperar que, uma vez apresentado Cormoran Strike neste livro, os próximos sejam muito melhores. Quanto a mim, temo pelas minhas leituras desta autora pois ainda tenho por ler "Uma Morte Súbita" e as opiniões gerais que tenho lido é que seria bem pior do que "Quando o Cuco Chama". A ver vamos...
2,5*