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terça-feira, 12 de maio de 2015

Aquisições - Abril de 2015

No mês de Março alterei o meu objectivo de "comprar menos" que tinha como meta um máximo de 2 livros por mês ou apenas trocas. Este objectivo passou a ser uma máximo de 2 livros/ mês ou não ultrapassar os 20€ em compras literárias. A verdade é que este objectivo está tanto ligado a tentar ler o que tenho na estante, não trazendo mais livros cá para casa, como ao objectivo económico que lhe está subjacente, que é gastar menos do que tenho gasto. Como não estava a conseguir cumprir este objectivo e, na verdade, a meta é a mesma, decidi incluir esta variante. 

Comecei por adquirir 2 ebooks na promoção de 50% da Leya, o livro "O Espião Português" de Nuno Nepomuceno que já queria ler há muito e que estava tão barato que era quase crime não ajudar este autor nacional! Comprei ainda "Regresso a Itália" de Elizabeth Adler, esta autora, não sendo fantástica, tem histórias muito interessantes e lê-se muito bem em ebook.

Chegou-me depois o recente "Segredos de Uma Condessa Respeitável", um livro que me suscita enorme curiosidade. E, quando dava por encerradas as contas do mês, a FNAC fez uma promoção impossível de resistir com os clássicos da Civilização a metade do preço... obviamente não consegui resistir ao livro "Orgulho e Preconceito" que já queria adquirir há muito. (No entanto, fui bastante resistente pois tinha 3 livros no carrinho da "FNAC" e acabei por encomendar apenas 1... já é alguma coisa!!!)


Os livros desta coleção "Clássicos" da Civilização são lindos, lindos, lindos... e quando me chegou a casa fiquei ainda mais encantada pois são de capa dura (isso sabia) e têm uma textura fantástica... agora quero mais só porque ficam tão bem ali na estante! (Calma Ana, nada de comprar à maluca!!!).

Chegaram assim à minha estante 4 novos livrinhos em Abril, 2 em ebook e 2 em papel. Este mês voltei a ficar no patamar do "quase" me portei bem. E o que significa isto? Comprei dois ebooks na promoção de 50% da Leya e comprei um livro que tinha pedido a uma menina. Não estava a cumprir o objectivo dos 2 livros mas estava a conseguir gastar menos de 20€... até que me desgracei com o livro Clássico da Civilização. Gastei um total de 20,23€ por isso não consegui superar este desafio em Abril mas fiquei muito perto, desgraçaram-me as promoções... De qualquer forma, este foi o mês de 2015 em que gastei menos dinheiro em livros até ao momento, estou no bom caminho, tenho é de continuar a melhorar ;)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Aquisições - Fevereiro 2015

Em Fevereiro portei-me um pouco melhor nas aquisições mas, ainda assim, não consegui ficar-me pelo máximo de 2 livros.

Adquiri o livro "Ligeiramente Escandalosa" de Mary Balogh uma vez que estou a seguir a saga Bedwin e tenho todos os anteriores livros, incluindo os 2 de prequela. Para além disso, estou muito curiosa com este livro em especial. "Intriga em Monte Carlo" veio parar cá a casa em formato ebook devido a uma promoção de até 40% em ebooks que a Wook fez. Decidi aproveitar porque raramente existem promoções em ebooks.


De Sveva Casati Modignani adquiri "Um Dia Naquele Inverno", já que gosto de todos os desta autora, e de Philippa Gregory veio cá para casa um que ainda não tinha e que não era o mais prioritário mas que também me despertava curiosidade "Predestinado".


Adquiri ainda toda a colecção "Harry Potter", ou seja, 7 livros, para oferecer à minha irmã agora que já tem a casa dela.


Este mês chegaram então à minha estante um total de 4 livros, um deles ebook, e 7 livros que perfazem a coleção Harry Potter, este últimos para oferecer. Todos os livros foram comprados. Assim, não consegui ser bem sucedida no desafio "comprar menos" também em Fevereiro.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Rainha Vermelha, Philippa Gregory - Opinião

Sinopse: Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.

Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

Opinião: Este livro é o 2º da saga "Guerra dos Primos" de Philippa Gregory mas é o que acontece em 3º pelo que foi por essa ordem que foi lido.

"A Rainha Vermelha" é a história da rainha que queria ter tomado o trono. É também a história de uma mulher desmesuradamente católica (ou meio louca) e da forma como ela olha para o rei da casa de Yorque e para a sua "Rainha Branca". Para ela, eles não passam de usurpadores e deveria ter sido o seu filho a ser aclamado rei, até porque Deus a favorece e já lhe disse que seria isso que iria acontecer.

Este livro tem dois grandes problemas para mim, apesar da escrita de Philippa Gregory continuar irrepreensivível, por um lado relata a história do ponto de vista de uma personagem algo alucinada e com a qual o leitor não cria empatia (pelo menos eu nunca consegui estar do lado dela) e por outro eu estava à espera de um avanço temporal na história em relação ao livro "A Rainha Branca" e esse avanço praticamente não aconteceu, esta história acontece em paralelo à do anterior livro, vista apenas do ponto de vista de outra personagem e o pouco que avança não é quase nada, pelo menos nada que não soubéssemos já do anterior livro.

A história anda muitas vezes em volta do catolicismo de Margarida versus a bruxaria da Jacquetta e esse é outro ponto que é difícil de ultrapassar. Esta mulher chateia tanto que não há quem a aguente. Aliás, num tempo em que as mulheres nada mandavam, ela manda demasiado na sua casa, mesmo nunca tendo conseguido mandar na sua vida para seguir o seu coração. Sim, porque esta mulher também foi obrigada a casar - foi a única altura em que me senti próxima desta personagem e tentei entender a sua necessidade de que alguma coisa corresse como queria - mas as suas constantes medidas desesperadas para alcançar o trono, não olhando a meios, fizeram com que me voltasse a distanciar.

Devo salientar que o livro é bom, lê-se quase tão bem como os outros embora a vontade seja quebrada por esta personagem que nada tem de carismática. Para mim, teria sido melhor pegar no seu filho para continuar a história e deixar esta mãe histericamente católica reduzida a nada. Ainda assim, pela revolta que provocou na altura em que viveu, percebo o porquê de a autora lhe ter dedicado um livro. De qualquer forma, até ao momento, este é o único livro da colecção "A Guerra dos Primos" que já deixou a minha estante.

Quero ainda dizer que, se não lerem este livro, não perdem nada de muito relevante pois já conhecemos a personagem do ponto de vista da família York e Woodville. 

Se lerem o livro, estarão a acrescentar um interessante detalhe sobre pessoas que se dizem católicas mas em que tudo o que fazem leva à negação do que acredito ser o catolicismo. É, aliás, a pensamentos e acções de pessoas assim que se deve a morte em fogueiras de mulheres apelidadas de bruxas.

3,5*
Outros títulos desta saga:
"A Senhora dos Rios" (Saga Guerra dos Primos Livro 3 (mas acontece como se fosse o 1))
"A Rainha Branca" (Saga Guerra dos Primos Livro 1)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A Rainha Branca, Philippa Gregory - Opinião

Sinopse: Autora de best-sellers internacionais, Philippa Gregory dá vida a este drama de família através das suas mulheres, começando com a história de Isabel Woodville, a Rainha Branca.
"A Rainha Branca" é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.
Através da sua visão única, Philippa Gregory explora o maior mistério até hoje por resolver, baseando-se numa investigação perfeita e recorrendo ao seu inimitável talento como contadora de histórias.

Opinião: Este livro é o 1º da trilogia "Guerra dos Primos" de Philippa Gregory. No entanto, e tal como indiquei anteriormente, cronologicamente é o que acontece em 2º pelo que foi nessa ordem que o li.

"A Rainha Branca" é o apogeu da trilogia "A Guerra dos Primos" - trilogia que entretanto se tornou saga pois já existe o 4º livro "A Filha do Conspirador" e estão previstos, pelo menos, mais 2 livros.

Ao ler primeiro o livro "A Senhora dos Rios" já conhecia Isabel e foi assim que a história mais me fez sentido. Conheci primeiro a força, a magia e a integridade da mãe para depois conhecer esta filha que Philippa Gregory descreve neste livro não como "ardilosa" mas como uma mulher que luta pelo que é seu e que poderá vir a pagar um preço alto demais por se ter apaixonado.

O texto de Philippa é carregado de tensão, de descobertas, da roda da fortuna que continua a girar, de amor, de intrigas, de tudo o que numa corte se prevê que exista. A família de Isabel, a par do seu amor pelo rei, são os pilares que a mantêm viva e forte num reino em que muitos não a desejam. Um tio com sede de poder é o seu maior inimigo, ele é "o fazedor de reis" e pode não estar satisfeito enquanto não sentar no trono um novo rei que lhe dê mais ouvidos e que avance apenas ao som dos seus desejos.

A força desta mulher mostra que ela é da mesma fibra que a sua mãe. Isso faz com que passe corajamente pelos piores momentos mas faz também com que lhe desejem muito mal. A história acaba de uma forma brutal, com o desaparecimento dos príncipes, algo horrível para uma mãe viver... mas será que desapareceram mesmo?
4,5*

Outros títulos desta saga:
"A Senhora dos Rios" (Saga Guerra dos Primos Livro 3 (mas acontece como se fosse o 1))
"A Rainha Vermelha"  (Saga Guerra dos Primos Livro 2)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Senhora dos Rios, Philippa Gregory - Opinião

Sinopse: Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica. Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha. Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque

Opinião: Este livro é o 3º da saga "Guerra dos Primos" de Philippa Gregory. No entanto, em termos cronológicos acontece primeiro que as outras histórias e, seguindo os conselhos de vários blogues por essa blogosfera fora, decidi começar a trilogia por ele.

O pior de começar pelo livro que foi escrito por último é que, logo no início, ficamos a conhecer algumas coisas que só acontecerão no seu final, o que tira um pouco de suspense e força à história. De qualquer forma, não me arrependi de ter começado por ele pois fez-me todo o sentido seguir esta ordem da narrativa.

Devo dizer ainda que este foi o 1º livro de Philippa Gregory que li e fiquei apaixonada pela sua obra. A autora é mestre em obras históricas e esta trilogia é prova disso. A linguagem é coerente com a época, os costumes que associam remédios a bruxaria também e é muito interessante seguir esta história e perceber de onde vem aquela que será apelidada de "Rainha Branca" e como a "roda da fortuna gira", como diz Jacquetta. Um dia estamos no nosso auge, no dia seguinte caímos em desgraça. Conhecemos neste livro Jacquetta e o seu valente marido, o amor que os liga e a educação que foi dada aos seus filhos. Conhecemos também a rainha que governava então o país por meio de um rei que não mandava muito, que era traído e que um dia enlouqueceu... mas a casa de Iorque estava à espera desse momento e é essa história que vamos seguir no livro seguinte.

Posso dizer que adorei a escrita, adorei a história, senti-me transportada para aqueles castelos, para a mesquinhez da corte e para os pensamentos tacanhos da época. Sofri com Jacquetta, até porque quem vê o futuro, também sofre por antecipação. E a roda da fortuna não pára de girar...
4,5*
Outros títulos desta saga:
"A Rainha Branca" (Saga Guerra dos Primos Livro 1)
"A Rainha Vermelha" (Saga Guerra dos Primos Livro 2)